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Um Pouco Mais De Música

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Djavan

Djavan poderia ter sido jogador de futebol. Lá pelos 11, 12 anos, o garoto Djavan Caetano Viana divide seu tempo e sua paixão entre o jogo de bola nas várzeas de Maceió e o equipamento de som quadrifônico da casa de Dr. Ismar Gatto, pai de um amigo de escola.

Da primeira paixão, despontava como meio-campo no time do CSA, onde poderia ter feito até carreira profissional. Mas é na viagem sonora pela coleção de discos do Dr. Ismar, que para o pequeno alagoano parecia conter toda a música do mundo, que desponta um artista: o compositor, cantor, violonista e arranjador Djavan.

Nascido em 27 de janeiro de 1949, em família pobre, aprende violão sozinho, nas deficientes cifras de revistas do jornaleiro. Aos 18, já anima bailes da cidade com o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD). Não demora a ter certeza: precisa compor.

Aos 23, chega ao Rio de Janeiro para tentar a sorte no mercado musical. É crooner de boates famosas - Number One e 706. Com a ajuda de Edson Mauro, radialista e conterrâneo, conhece João Mello, produtor da Som Livre, que o leva para a TV Globo. Passa a cantar trilhas sonoras de novelas, para as quais grava músicas de compositores consagrados como Dori Caymmi, Toquinho e Vinícius e Paulo e Marcos Sérgio Valle.

Em três anos, nas horas vagas do microfone, compõe mais de 60 músicas, de variados gêneros. Com uma delas, "Fato Consumado", tira segundo lugar no Festival Abertura, realizado pela TV Globo em 1975, e chega ao estúdio da Som Livre . De lá sai com seu primeiro disco, das mãos do mítico (de Carmen Miranda a Tom Jobim) produtor Aloysio de Oliveira. "A voz, o violão, a música de Djavan", de 1976, é um disco de samba sacudido, sincopado e diferente de tudo que se fazia na época. Visto hoje, este trabalho não marca apenas a estreia de Djavan. Torna-o figura incontornável na história da música brasileira.


Empolgada com seu novo artista, a EMI-Odeon investe pesado no segundo disco, "Djavan". Com uma orquestra dos melhores músicos da praça de 1978, o álbum, marcado pela descoberta das grandes canções de amor e desamor, consagra-o como um compositor completo.

Dois anos depois, em 1980, Djavan lança "Alumbramento" e mostra que, além de completo, dialoga bem com seus pares. O disco inaugura parcerias com Aldir Blanc, Cacaso e Chico Buarque, agora definitivamente colegas de primeiro time da MPB.



A esta altura, talento reconhecido por crítica e público, Djavan vê algumas de suas músicas ganharem outras vozes: Nana Caymmi grava "Dupla traição", Maria Bethânia, "Álibi, Roberto Carlos, "A ilha", Gal Costa, "Açaí" e "Faltando um pedaço" e Caetano Veloso, retribuindo a homenagem do verbo caetanear, substitui-o por djavanear em sua versão de "Sina". Em 81 e 82, Djavan leva o prêmio de melhor compositor pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

O ciclo vitorioso de lançamentos pela EMI-Odeon encerra-se em 1981, com "Seduzir". Um disco de afirmação, como o próprio Djavan escreveria em seu encarte: "O pouco que aprendi está aqui. Pleno. Dos pés à cabeça".


Djavan e Chico Buarque
1980
Gravação de "Seduzir"
1981
Heranças de "Seduzir" são a primeira banda própria, Sururu de Capote, composta por Luiz Avellar no piano, Sizão Machado no baixo, Téo Lima como baterista e Zé Nogueira nos sopros. Também as tranças no cabelo, imagem que o caracterizaria vida afora, as primeiras canções a falar da África e o início das turnês pelo Brasil, guiadas pela produtora Monique Gardenberg e o diretor Paulinho Albuquerque.

Em 1982, a música "Flor-de-lis", hit instantâneo do disco inaugural, torna-se o primeiro sucesso de Djavan no disputado mercado americano, na voz da diva Carmen McRae, com o título de "Upside Down". Chega o convite da gravadora CBS, futura Sony Music, e Djavan embarca para Los Angeles para gravar, sob a produção de Ronnie Foster, um dos principais da soul music americana, "Luz" (1982). O trabalho resulta em uma mescla da musicalidade brasileira típica de se exportar com a influência jazzy americana.

Em 1984, em Los Angeles, Djavan grava ainda um segundo disco, "Lilás". Seguem-se dois anos de viagens em turnê pelo mundo.

Em 1986, volta a gravar no Brasil. "Meu lado", além do retorno, é também um recomeço. Uma volta ao samba, já com estilo musical identificado pelo público, mas também um passeio por baiões, canções e baladas. Este é o Djavan em dez anos de carreira: explorador do som das palavras, das imagens inusitadas, da variedade rítmica, das brincadeiras com andamentos, melodias fora dos padrões e riqueza harmônica. Presente em outras canções, a ancestralidade africana está impressa em "Meu lado", com a "Hino da Juventude Negra da África do Sul" e com ainda maior vigor em "Soweto", sua primeira canção efetivamente de protesto, música que abre "Não é azul, mas é mar" (1987), gravado novamente em Los Angeles. O disco seguinte, "Djavan" (1989), é lembrado como " aquele de 'Oceano' ", o clássico, uma daquelas raras canções perfeita em forma, conteúdo, música e letra.

Em 1992, na fusão de ritmos e harmonias inovadoras de "Coisa de Acender", voltam as parcerias, entre elas, com a filha Flávia Virginia, no vocal em várias faixas. Aos 45 anos de vida e 20 de carreira, em 1994, Djavan lança "Novena", obra que marca sua maturidade. Inteiramente composto, produzido e arranjado por ele, o disco consolida o trabalho com sua banda, composta então por Paulo Calazans no teclado, Marcelo Mariano ou Arthur Maia, baixo, Carlos Bala na bateria e Marcelo Martins, sopros.

Com "Malásia" (1996), a banda se expande e ganha a participação do naipe de metais: Marçalzinho na percussão, Walmir Gil no trompete e François Lima no trombone. O álbum traz, raro, três faixas de outros compositores: "Coração leviano", de Paulinho da Viola, "Sorri", versão de Braguinha para "Smile", de Chaplin e "Correnteza", de Tom Jobim e Luiz Bonfá. No disco, Djavan está reflexivo e melódico.

"Bicho Solto" (1998), dois anos depois, já traz o artista festivo e dançante, incendiando pistas ao ritmo do funk. Ambos os trabalhos comemoram os 20 de carreira, o primeiro com seu estilo pessoal, o segundo, com o rejuvenescimento do artista. Entre as parcerias, a entrada definitiva do guitarrista Max Viana, seu filho, na banda. A marca de dois milhões de cópias vendidas fica a cargo do duplo "Ao Vivo" (1999). Primeiro gravado fora dos estúdios, o disco traz quase uma antologia de sua obra, com 24 faixas, 22 grandes sucessos. O lançamento leva Djavan a três anos de turnê. "Milagreiro", de 2001, é uma dupla volta para casa. O primeiro gravado integralmente em seu estúdio caseiro, com a ajuda dos filhos Max e João Viana e Flávia Virginia e um retorno à casa original, Alagoas, com a onipresente temática nordestina.

Em 2004, o músico comemora independência total, com a criação de sua própria gravadora, a Luanda Records, que viria a lançar seus dois discos seguintes, "Vaidade" (2004) e "Matizes" (2007), além de um de suas canções remixadas para dançar, "Na pista"(2005). É o surgimento do empresário Djavan Caetano Viana. Mas, o que será que o empresário Djavan quer do artista Djavan? Que este vá do suingue ao blues, trafegue pelas baladas e por sua personalíssima forma de fazer samba, mantendo sempre sua característica mão direita ao violão, inspirado na vida cotidiana para enriquecer suas letras. E que continue na busca constante por caminhos que renovem sua forma de fazer música.

Um desses caminhos está explícito no aguardado album "Ária" (2010), o primeiro que em que Djavan exerce exclusivamente a arte de interepretar canções de outros compositores. Sempre rigoroso na condução de sua carreira, ele aguardou o auge da maturidade vocal para se debruçar sobre um repertório escolhido entre a sua memoria afetiva e suas antenas sempre ligadas para o que é musical e interessante. O resultado é a reinvenção de canções clássicas, a descoberta de tesouros escondidos, música boa sempre. Com os ouvidos e a empolgação daquele garoto de Maceió que um dia largou a bola pela música.

Hugo Suckman

  Fonte: http://www.djavan.com.br/pt/bio.html

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O QUE SÃO OS FÓRUNS PERMANENTES DE MÚSICA?

Fórum Permanente de Música 
do Rio Grande do Sul

Em dezembro de 2004, atendendo a um chamado do Ministério da Cultura, mais de uma centena de músicos gaúchos lotaram a Sala Álvaro Moreyra (Porto Alegre). O objetivo da reunião, repetida em diversas outras capitais brasileiras, era buscar na classe uma interlocução para colocar em funcionamento as Câmaras Setoriais.

O MinC E AS CÂMARAS 
SETORIAIS

As Câmaras Setoriais, a exemplo do que ocorre no âmbito de outros ministérios, são conselhos consultivos que congregam representantes dos vários elos da cadeia produtiva de um determinado produto (agrícola, por exemplo) ou setor (como a indústria automobilística). A intenção de adotar esta prática no Ministério da Cultura pressupunha um reconhecimento prévio de todos os participantes do negócio da cultura, e o seu posterior engajamento no debate. As diversas Câmaras Setoriais (de música, artes cênicas, literatura etc.), algumas ainda em fase de implantação, são órgãos consultivos do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC)(Maiores informações sobre o CNPC e as Câmaras Setoriais podem ser encontradas no site do MinC - www.cultura.gov.br.)

Nos dias 31 de maio e 1 de junho de 2005 realizou-se, no Rio de Janeiro, a primeira reunião da Câmara Setorial de Música, sobre o tema "formação". Na ocasião, foi aprovada a elaboração de um Plano Nacional de Educação Musical e a implantação de uma Secretaria de Educação Musical no Ministério da Educação, com a função de implementar este plano.

FÓRUM 
PERMANENTE DE MÚSICA DO RS

A virtual inexistência de entidades de classe representativas dos músicos fez com que o Ministério da Cultura buscasse interlocução nessas reuniões abertas de músicos, estimulando a criação de fóruns estaduais, a exemplo do que já existia nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Assim, ainda no mês de dezembro de 2004 foi criado o Fórum Permanente de Música do RS, um agrupamento de pessoas e entidades, sem personalidade jurídica, que pretende constituir-se em um espaço permanente e aberto de discussão de qualquer assunto que diga respeito à atividade musical. Nesse sentido, não se restringe unicamente aos músicos profissionais, mas procura a participação de orquestras, bandas, escolas de música, gravadoras, órgãos e profissionais de imprensa, estúdios, produtores, fornecedores de serviços para espetáculos, lojas de instrumentos e equipamentos de som, etc. Assim como na idéia das Câmaras Setoriais, o princípio que norteia sua existência é o de que o diálogo entre todas as partes interessadas é capaz de construir propostas e estratégias consensuais para o desenvolvimento da música em todos os seus aspectos, do artístico ao econômico. (Já está disponível a página do Fórum Permanente de Música do RS, no endereço www.fpmrs.mus.br.

CÂMARA SETORIAL E O FÓRUM NACIONAL DE MÚSICA

De janeiro a abril deste ano, realizaram-se, aqui como em outros estados, outras plenárias e também reuniões de Grupos de Trabalho (sobre temas específicos), preparatórias à instalação da Câmara Setorial de Música. Através do SERPRO, foram realizadas videoconferências, que possibilitaram diálogos "ao vivo" entre representantes de uma dezena de estados e o Ministério.

Finalmente, em abril, reuniram-se com o MinC em Brasília 2 representantes de cada um dos 17 Fóruns organizados, para deliberarem sobre o formato final da Câmara Setorial de Música. Na ocasião, foi assegurado o assento, até o final de 2005, de 11 fóruns estaduais. O MinC apresentou a relação dos órgãos e entidades convidadas que completam o número de 25 membros (ABPD, ABMI, ABM, ABERT, ABEM, OMB, ECAD etc.).

Paralelamente ao encontro com o Ministério, os representantes dos fóruns subscreveram a criação do Fórum Nacional da Música (FNM), com os objetivos de:

Mapear e discutir questões da música brasileira, respeitando a pluralidade e a diversidade.
Representar as diversas áreas da música brasileira frente ao poder público federal, na discussão e proposição de políticas públicas.
Definir estratégias e ações conjuntas para a mobilização e difusão do movimento em todo o território nacional.
Estabelecer diretrizes e ações para a mobilização dos fóruns estaduais.
Estabelecer articulação entre os fóruns estaduais, em âmbito regional e nacional.
DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

Uma das propostas levadas pelos representantes do RS e aprovadas na primeira reunião do FNM foi a instituição de um dia de mobilização nacional com a intenção de conscientizar a classe dos músicos e buscar apoio junto à sociedade para as questões mais prementes, entre elas a situação da Ordem dos Músicos do Brasil.

ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL: ÚLTIMO VESTÍGIO DA DITADURA

Entre os inúmeros problemas que enfrentam e as diferentes posições que adotam os músicos brasileiros, é provável que exista somente uma unanimidade: a de que a entidade que os devia representar, assumindo publicamente essas posições e enfrentando esses problemas não o faz. Não o faz por deliberada incompetência e isolamento da classe, conseguida por décadas de uma postura policialesca, ao gosto do poder militar que impôs seus interventores à entidade, muitos deles até hoje em seus cargos.

Nos últimos anos, tem vindo à tona pela imprensa em diversos pontos do país indícios das práticas mais nefastas: cobrança de propina, abuso de autoridade, subfaturamento de contratos, mau uso dos recursos, eleições manipuladas... Os dirigentes responsáveis por esse quadro são também responsáveis pela desistência de muitos músicos de lutarem pelos seus direitos de forma coletiva e organizada, preferindo o caminho da justiça para assegurarem ao menos o direito de se expressarem livremente.

Contudo, a maioria dos músicos brasileiros representados no FNM acredita que só através da organização da classe haverá alguma esperança de dias melhores. E na construção dessa organização, o primeiro passo é varrer da OMB os prepostos da ditadura. Por isso propõem:

NÃO à extinção da Ordem dos Músicos do Brasil, patrimônio construído com o trabalho dos músicos brasileiros, uma vez que não deve ser confundida a importância da instituição com a atual diretoria, responsável pelo seu distanciamento da classe e pela sua forma antidemocrática de gestão.
A imediata renúncia de todos os conselheiros regionais e federais e a realização de eleições amplas e democráticas na OMB - com a participação obrigatória de todos os músicos filiados, sem distinção, como manda a lei - fiscalizadas por observadores independentes;
Por uma auditoria e levantamento patrimonial da OMB realizado por órgão independente, com divulgação ampla dos resultados.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ritmo, alegria, dança, letra, sensualidade...

Ritmo, alegria, dança, letra, sensualidade...

Por que não sabemos dar valor aquilo que temos de bom?

Talvez muitos me critiquem por opinar dessa forma, mas desde que o mundo se estabeleceu em seu eixo, a autoestima dos nascidos na América Latina não tem sido muito privilegiada.
Por qual motivo escrevo isso?
Porque vários foram os nomes de grandes compositores e músicos de qualidade que não obtiveram seu devido valor, pois quando surgiram eram considerados populares demais. Porém, quando a crítica reconheceu, que a música de determinado músico, tinha "uma certa musicalidade"; deixo aqui um exemplo: Cartola, nosso mestre do samba, no início era considerado popular demais, e seu samba música de periferia. Com isso, ao ser reconhecido pela crítica, Cartola virou samba de elite. Que contradição!
Sendo assim, valido a minha opinião, sou brasileira com muito orgulho, e meu Blog Um Pouco Mais De Música, possui várias músicas que aprecio e em sua maioria nacionais. Não me envergonho de ouvir bandas com ritmos envolventes, por exemplo, Exalta Samba. Um pagode muito envolvente de se ouvir, letra, ritmo, e muita coisa boa em uma única banda.
Por que a "elite cultural" insiste em dizer que Zeca Pagodinho é samba, e Exalta Samba é pagode. Qual a diferença dessas bandas em questão de ritmo?
Até hoje, "me pego pensando", qual critério a crítica usa para embasar e espalhar a sua opinião de forma tão persuasiva? Se alguém souber, me responda por favor.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Palco de estrelas


ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO é aclamado como referência no cenário da música instrumental brasileira. Para o Festival de Jazz e Blues 2011, o multiinstrumentista traz o show Batuqueiro, que dá destaque à bateria harmônica com peças de percussão acopladas
Rick Estrin and the Nightcats, do gaitista americano que dá nome ao grupo tem som calcado em estilos como jump blues, rockabilly e surf rock
Clique para Ampliar
ZÉ MENEZES, uma das atrações confirmadas para o festival, hoje considerado tradicional para os fãs de jazz e blues do Estado



Clique para AmpliarArtistas de origens e vertentes diversas, cujo ponto em comum é ter a a qualidade de seu trabalho reconhecida pela crítica especializada. Com essa fórmula, o Festival Jazz e Blues 2011 promete movimentar a pequena Guaramiranga, de 5 a 8 de março


Em um único palco, referências tão diversas quanto o rockabilly e a música cabo-verdiana. Com essa diversidade musical, a programação do Festival de Jazz e Blues 2011 promete atrair até os menos entendidos nos dois gêneros musicais. Uma breve olhada na lista de atrações principais e já é possível antecipar ótimos shows. Ao todo, oito músicos ou grupos devem passar pelo palco do Teatro Rachel de Queiroz.


Um deles é a banda Rick Estrin and the Nightcats, do gaitista americano que dá nome ao grupo. Com som calcado em estilos como jump blues, rockabilly e surf rock, eles prometem fazer a plateia dançar. Considerado um dos grandes bluesmen de sua geração, Rick Estrin iniciou-se na música em São Francisco, nos anos 1960. Aos 18 já se apresentava nas melhores casas da região da Bay Area, onde começou a trabalhar com Rodger Collins, com quem aprendeu os segredos do show business. Aos vinte anos mudou-se para Chicago, quando começou a tocar e fazer turnês com os maiores nomes do blues, entre eles Muddy Waters, Buddy Guy, Eddie Taylor e Johnny Young.


Após alguns anos, Rick juntou suas forças com o guitarrista Charlie Baty para formar a banda Little Charlie and the Nightcats, considerada a banda de jump blues mais bem sucedida dos EUA, com turnês regulares por todo o mundo. Após a saída de Baty, a banda ganhou o nome de Estrin.


Intercâmbio musical
Outra convidada que promete surpreender é a cantora e violinista Carmen Souza, referência da nova música de Cabo Verde. Nascida em Lisboa, mas filha de cabo-verdianos, destaca-se pela voz marcante e pela competente mistura de sons que promove em seu trabalho. À tradição sonora do país africano, Carmen incorporou o jazz, o gospel e outros ritmos. Para Guaramiranga, a artista leva composições de seu último CD, "Protegid", no qual apresenta, por exemplo, uma versão mais jazzística de Sodade - uma das canções mais conhecidas (e cortantes) de Cesaria Évora, símbolo musical de Cabo Verde.


Também trazendo um pouco da África ao Festival, o músico e compositor moçambicano Moreira Chonguiça tem uma trajetória artística significativa para sua pouca idade, 33 anos. Logo no primeiro CD, trabalhou com o músico Najee (EUA), um dos pioneiros do jazz contemporâneo, ao qual costumava ouvir quando adolescente. No segundo disco, "The Moreira project Vol 2 Citizen of the World", ficam mais claras as influências multiculturais e multiétnicas de Chonguiça, que se declara fascinado pela musica tradicional de diferentes partes do mundo.


Sons nacionais
O Brasil também está bem representado na lista de atrações do Jazz e Blues 2011. O time selecionado inclui, por exemplo, o multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, natural da cidade de Santos (SP). Referência no cenário da música instrumental brasileira, Espírito Santo traz ao Festival o show Batuqueiro, cuja estrela principal é uma bateria harmônica com várias peças de percussão acopladas (agogôs, tamborim, pandeiro, bells etc), que permite ao espectador vislumbrar uma multiplicidade de timbres e de técnicas.


Outra marca no trabalho de Arismar é a improvisação, que certamente estará presente no show. "Nesse show toco ritmos como samba, baião, xote e outros, picoto as melodias, e assim os ritmos vão se transformando e as influências, se mesclando", explica o músico. "Vou tocar músicas dos meus quatro Cds, sempre criando possibilidades de improvisação, é o que mais gosto de fazer".


Arismar já esteve em Guaramiranga, na segunda edição do Festival, e revela-se animado com o retorno. "Estou muito feliz de ir ao reencontro dos amigos. À noite tem as canjas da moçada, vai ser muito bom".


Outro que guarda surpresas para o público é o pianista carioca Claudio Dauelsberg, que sobe ao palco acompanhado dos músicos Caíto Marcondes (percussão) e Adriano Giffoni (baixo). No repertório, tanto canções autorais quanto improvisações de sucessos de Charlie Parker, Tom Jobim, Pixinguinha, Villa-Lobos e outros.


"Vamos levar um show bem bacana, com composições de grandes nomes da música popular brasileira. Estamos reservando algumas surpresas, momentos de comunicação com o público, brincadeiras de interatividade", adianta o pianista.


Fique por dentro 
Residências
Além dos shows, vários músicos convidados ao Festival Jazz e Blues estão empolgados com as atividades de formação, oferecidas a jovens instrumentistas. As chamadas Residências Artísticas começam no dia 26 de fevereiro e vão até 4 de março. O curso é formado por dois grandes módulos: pela manhã, os professores residentes darão aulas práticas de instrumento; à tarde os residentes têm aula de prática de conjunto e aulas teóricas de leitura musical, harmonia e improvisação e e história do jazz. Parte dos alunos poderá permanecer em Guaramiranga para acompanhar o Festival Jazz & Blues no período do Carnaval, com as despesas custeadas pelo projeto, e vão se apresentar no Festival em shows batizados de Toca Jazz, possibilitando aos jovens músicos o contato com o grande público. 


"É um bom momento, que torna a semana profícua, intensa. Porque você está trabalhando com alunos, ansiosos por se desenvolver. Acho sensacional essa iniciativa, é preciso formar jovens apaixonados pela música, para garantir gerações novas brilhantes e a continuidade da música instrumental", vibra o pianista Claudio Dauelsberg, um dos que irá ministrar aulas. Outro "professor" do festival será Arismar do Espírito Santo, responsável por aulas de bateria e prática de conjunto. "A ideia é criar temas. A oportunidade de eles se apresentarem no evento também é importante", destaca.


O que vem por aí no festival
Não faltam boas atrações à edição 2011 do Festival Jazz e Blues de Guaramiranga.


Zé Menezes, violonista cearense, apresentará um repertório com suas composições e arranjos, selecionado dos três CDs da série "Zé Menezes - Autoral" (Regional de Choro, Gafieira Carioca e Nova Bossa). Estará acompanhado de Marcelo Caldi (piano e acordeon) e Daniela Spielmann (sax e flauta).


Pianista carioca, Claudio Dauelberg é compositor, arranjador e produtor, com nove CDs lançados. Seu trabalho fundamenta-se em diferentes correntes estéticas. Ele sobe ao palco do Festival Jazz & Blues para uma apresentação de jazz ao piano, acompanhado pelos consagrados Caíto Marcondes (percussão) e Adriano Giffoni (baixo).


Nicolas Krassik, violinista francês radicado no Brasil, é formado em música erudita pelo Conservatoire National de Region d´Aubervilliers-la Courneuve, e em Jazz pelo C.I.M. (Centre de Fomation Musicale de Paris). Já acompanhou grandes nomes em turnês internacionais e, no Brasil, tocou com artistas consagrados, como Yamandú Costa, Beth Carvalho, João Bosco, Marisa Monte e outros. Seu último CD é "Odilê, odilá", dedicado à obra do João Bosco. Antes vieram "Na Lapa", "Caçuá" e "Nicolas Krassik e Cordestinos" (de música nordestina).




MAIS INFORMAÇÕES

Festival Jazz & Blues 2011

De 5 a 8 de março (carnaval) em Guaramiranga e de 10 a 13 /03 em Fortaleza/CE. Contato: (85) 3262.7230


ADRIANA MARTINS REPÓRTER

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Eventos relacionados a música



Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo - FESTIM


De 3 de Junho a 16 de Julho de 2011, irá decorrer o FESTIM - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo nos palcos do Centro de Portugal. Este festival é organizado pela associação cultural d'Orfeu.






Porto Musical 2011 em Recife


O Porto Musical 2011 este ano tem como tema promover conexão entre a cultura de raiz e debates sobre o futuro da produção e consumo da música e oferecerá conferências e showcases.

A 5ª edição do evento acontecerá em fevereiro, próximo ao Carnaval, período em que as ruas do Recife se transformam num imenso palco.

O evento, que será nos dias 23 a 26 de fevereiro de 2011, é voltado para profissionais ligados à música e tecnologia, e a taxa de inscrição custa R$ 80.

Acesse o site do evento:

http://www.portomusical.com.br/

Para saber mais sobre o evento acesse o link:


http://pe360graus.globo.com/diversao/diversao/festival/2010/09/16/NWS,520714,2,479,DIVERSAO,884-ESTAO-ABERTAS-INSCRICOES-PUBLICO-PORTO-MUSICAL-2011.aspx

Fonte: 
http://www.agendadorecife.com.br/porto-musical-2011-em-recife/